Evidências de iPhone dobrável e MacBook com touchscreen aparecem no iOS 27 e macOS 27
Tem uma piada antiga no mundo da tecnologia: a Apple critica uma tendência, chama de “não necessária”, e três anos depois lança sua própria versão como se fosse uma invenção revolucionária. Parece que estamos prestes a ver esse roteiro se repetir — duas vezes. Os vazamentos que a Apple não conseguiu esconder Desenvolvedores explorando o […]
Tem uma piada antiga no mundo da tecnologia: a Apple critica uma tendência, chama de “não necessária”, e três anos depois lança sua própria versão como se fosse uma invenção revolucionária. Parece que estamos prestes a ver esse roteiro se repetir — duas vezes.
Os vazamentos que a Apple não conseguiu esconder
Desenvolvedores explorando o código do iOS 27 e macOS 27 beta encontraram referências claras a dois produtos que a Apple jurou que nunca faria: um iPhone com tela dobrável e um MacBook Pro com tela sensível ao toque.
As evidências não são especulação vaga ou “fontes anônimas dizem”. Estão literalmente no código. Há referências a modos de exibição para dispositivos com “displays flexíveis”, APIs para gerenciar diferentes estados de dobra, e no caso do Mac, suporte nativo para input por toque em aplicações que antes eram exclusivamente controladas por mouse e trackpad.
O iPhone Fold: finalmente?
Samsung, Huawei, Motorola, Google — praticamente todo mundo já lançou celulares dobráveis. A Apple assistiu de camarote por anos, enquanto analistas especulavam sobre quando (não se) ela entraria nesse mercado.
O que me chamou atenção nas descobertas do iOS 27:
- Código para detectar automaticamente quando o dispositivo está dobrado, semi-aberto ou totalmente aberto
- Adaptações de interface que reorganizam elementos baseado no estado da dobra
- Referências a uma “região de dobra” que aplicativos devem evitar para não ter conteúdo cortado
Isso não é preparação genérica “para o futuro”. É desenvolvimento ativo para um produto específico. Meu palpite? Veremos o primeiro iPhone dobrável em 2027, possivelmente anunciado junto com o iOS 28.
MacBook com touchscreen: a grande reviravolta
Essa é ainda mais interessante para mim. Durante ANOS, executivos da Apple foram categóricos: telas sensíveis ao toque em notebooks não fazem sentido. Steve Jobs famosamente disse que seus braços cansariam. Phil Schiller chamou a ideia de “ergonomicamente terrível”.
E agora… código no macOS 27 mostra suporte nativo para touchscreen. Não é apenas permitir que trackpad simule toques — são APIs dedicadas para interação direta com a tela, otimizações para alvos de toque maiores, e até gestos multi-touch específicos para aplicações de produtividade.
Por que agora?
Algumas teorias fazem sentido:
Pressão competitiva: Laptops com touchscreen da Microsoft, Dell e Lenovo existem há mais de uma década. Muitos usuários, especialmente os que vêm do Windows, estranham a ausência no Mac.
Apple Pencil: A empresa já tem um stylus excelente usado no iPad. Trazer suporte para MacBook permitiria usar o Pencil para design, anotações e edição de fotos — casos de uso que fazem muito sentido.
Convergência iPad/Mac: Com os chips M-series em ambos os dispositivos e funcionalidades cada vez mais similares, a linha entre iPad Pro e MacBook está borrada. Touchscreen no Mac é o próximo passo lógico dessa convergência.
O que isso significa para quem está pensando em comprar
Se você está planejando comprar um MacBook Pro ou um iPhone topo de linha nos próximos meses, talvez valha a pena esperar. Não porque os produtos atuais sejam ruins — são excelentes — mas porque mudanças de forma tão significativas quanto tela dobrável podem justificar segurar a carteira um pouco mais.
Por outro lado, produtos Apple de primeira geração em novas categorias costumam ter… digamos, oportunidades de melhoria. O primeiro Apple Watch era lento, o primeiro iPhone não tinha App Store, o primeiro iPad Pro não tinha trackpad. Se você não precisa ser early adopter, esperar a segunda geração costuma ser mais prudente.
A ironia deliciosa
Não resisto a apontar: quando Samsung lançou o primeiro Galaxy Fold, críticos (inclusive alguns ligados à Apple) apontaram problemas de durabilidade, vincos na tela, preço absurdo. Quando Microsoft pôs touchscreen em laptops, a Apple disse que era solução procurando um problema.
Agora a Apple está silenciosamente preparando ambos os produtos. E quando lançar, provavelmente vai apresentar como se fosse a primeira empresa a resolver esses “problemas impossíveis”. É frustrante e admirável ao mesmo tempo — a capacidade da Apple de esperar o mercado amadurecer e então entrar com uma versão polida é parte do seu DNA.
Resta saber se dessa vez a espera valeu a pena. Pelos indícios no código, não vamos demorar muito para descobrir.
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